Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Piano Em (Des)Concerto

 

Escutem com atenção o ritmo do compasso

Longinqua sonoridade que soa suavemente

Gradual elevação da mente no espaço

Pelos dedos que deslizam nas teclas lentamente

Dedilham frágeis parecem mortos de cansaço

Em tumultuoso esforço se movem aparentemente

Esmorecido de dor ecoa em pesar o sofrimento

Em cada tecla premida o som de um lamento

 

Guardados na gasta pauta os velhos gemidos

Um a um de tristeza no escuro se fazem ouvir

Os dedos arrastam-se em dolorosos ais sumidos

A clave enrolasse sem alma para reagir

Subito silêncio surgem deles constragidos

Atormentados ao universo bradam a pedir

Uni-vos estrelas em ala na negra vastidão

Unam-se em arpões de fogo rasgando a imensidão

 

Fundem-se em erupção no firmamento a ecoar

Os dedos cravados nas teclas com violência

Nas cordas esticadas os martelos a castigar

Som repentino arrancado sem clemência

Movimentos endiabrados no teclado sem parar

Aumentam o compasso com extrema evidência

Ao som ensurdecedor o piano estremece

Estrondo clarão cai o pano e desaparece

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


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