Sábado, 13 de Outubro de 2007

Nevoeiro Do Tejo

 

Entra pela barra em mar chão

A deslizar suave o sorrateiro

Envolve silencioso namoradeiro

Num dócil roçar de paixão

 

Arrasta o fresco da maresia

Sente-se o cheiro no ar inalado

Conta-nos histórias em poesia

Deita-se na lezíria cansado

 

Sonha com o seu esplendor

A doce ninfa sua sereia

Que encanta a bater na areia

Vem acordar o seu amor

 

Juntos embarcam na velha falua

Ouve-se o suave navegar

Deixam-nos o feitiço da lua

Que no seu brilho nos vem beijar

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


Publicado por @s às 09:09
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25 comentários:
De maria m. a 13 de Outubro de 2007 às 10:43
tem algo de encantatório este poema...


De gmsmc a 13 de Outubro de 2007 às 11:02
Caro/a Bloguista,

Vejo que, tal como eu, gosta da língua de Camões e de todos nós.
Não sei se concorda comigo quando eu manifesto um certo receio por essa mesma língua, que nos identifica, se encontra em perigo, mas, ainda assim, vou deixar-lhe um convite.
Lancei no meu blogue uma petição informal em defesa da Língua Portuguesa, que pode ser lida em http://omurodaslamentacoes.blogs.sapo.pt/246323.html. Peço-lhe que lhe dê uma vista de olhos e que, se concordar com o seu teor, deixe ficar o seu nome na lista de comentários e ajude a divulgar por entre os seus amigos.
Conto consigo para me ajudar a preservar o nosso património cultural.

Saudações bloguistas,
Gustavo Martins-Coelho


De Martuxa a 13 de Outubro de 2007 às 15:54
O nevoeiro traz sempre surpresas...


De Tati Viana a 14 de Outubro de 2007 às 05:12
Adoro a lua... Não sei se já disse.
Ela me enfeitiça de verdade!

Um abração!
Tati


De Wiscat a Feiticeira a 14 de Outubro de 2007 às 09:40
E no Tejo há também as ninfas, que inspiraram Camões, também ele um namoradeiro...

Adoro as palavras que encontro neste blog! Têm magia...

Boa semana, bjs enfeitiçados e até tempos!!!


De Juli Ribeiro a 14 de Outubro de 2007 às 10:24
Adorei a maneira que escreves.
Grande sensibilidade aliada a um enorme talento.
Achei encantador...
Parabéns!
Um abraço.


De impressaodigital a 14 de Outubro de 2007 às 16:10
é... o nevoeiro é uma cortina, mais ou menos densa, que nos vai deixando espreitar a lua, o mistério da vida, o mistério de quem ama.


De Olhos de Mel a 14 de Outubro de 2007 às 23:31
Oie Barão! Linda e doce poesia! Que maravilha o feitiço da lua e que venha mesmo nos beijar.
Boa semana!
Beijos


De Alvaro Gonçalves a 14 de Outubro de 2007 às 23:39
Boa noite meu bom anjo amigo,

Que bom é poder aqui voltar e respirar este cheiro a harmonia, onde as palavras nos falam de emoções e sentimentos, que você connosco partilha.
Obrigado por me acolher aqui em seu cantinho.
Beijos em seu coração meu bom amigo.


De kakauzinha a 15 de Outubro de 2007 às 06:40
Ao som de Pachelbel surge o nevoeiro trazendo as Tágides que, enfeitiçadas pela lua, embarcam numa falua e deslizam pelo Tejo.

É sempre gratificante ler poemas que têm como tema algo da minha terra e do meu rio preferido, com alusões ao nosso grande poeta.

Beijinhos de chocolate**:))


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