Sábado, 27 de Outubro de 2007

Luzente Brilho Dos Amantes

 

 

Envolve a luminosidade

Ténue os sentidos desperta

Chama profunda de intensidade

O louco odor da paixão liberta

 

Recôndito refúgio aconchegado

Arde lenta subtil sugestiva

Brilha no escuro e incentiva

O momento tão desejado

 

As palavras sussurradas

Embaladas em puro prazer

Entre as sombras descaradas

Que a suave luz deixa ver

 

Lamparina Vela Candeia

Luzente brilho dos amantes

Companheira de tantos instantes

Sumida a noite clareia

 

Une no iluminar os desejos

O dócil roçar em sofreguidão

Sabor a mel nos delicados beijos

Guardiã dos segredos da paixão

  

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


Sábado, 20 de Outubro de 2007

Imagino

 

Imagino teu corpo à beira mar

Nas rochas da falésia esculpido

A insistente erosão sábia a moldar

Pelas ondas delicadamente polido

 

Batem e salpicam em carícias

Gotas que cobrem de frescura

De transe quase há loucura

Nos arrepios que fazem delicias

 

Imagino em escultura morena

Bronzeada ao sol de Verão

Figura sensual e serena

Alquimia no sonho da ilusão

 

Negros cabelos soltos agitados

Pela brisa em suave afagar

Tons de negrume de enfeitiçar

Pela minha alma na escarpa pintados

 

Imagino a bruma à tua frente

Branca que se estende sedosa

Lençol de seda envolvente

Alva brancura fina preciosa

 

Leito desfeito enrugado

As ondas o fazem parecer

Momentos de louco prazer

Se esculpido estivesse a teu lado

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


Sábado, 13 de Outubro de 2007

Nevoeiro Do Tejo

 

Entra pela barra em mar chão

A deslizar suave o sorrateiro

Envolve silencioso namoradeiro

Num dócil roçar de paixão

 

Arrasta o fresco da maresia

Sente-se o cheiro no ar inalado

Conta-nos histórias em poesia

Deita-se na lezíria cansado

 

Sonha com o seu esplendor

A doce ninfa sua sereia

Que encanta a bater na areia

Vem acordar o seu amor

 

Juntos embarcam na velha falua

Ouve-se o suave navegar

Deixam-nos o feitiço da lua

Que no seu brilho nos vem beijar

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Piano Em (Des)Concerto

 

Escutem com atenção o ritmo do compasso

Longinqua sonoridade que soa suavemente

Gradual elevação da mente no espaço

Pelos dedos que deslizam nas teclas lentamente

Dedilham frágeis parecem mortos de cansaço

Em tumultuoso esforço se movem aparentemente

Esmorecido de dor ecoa em pesar o sofrimento

Em cada tecla premida o som de um lamento

 

Guardados na gasta pauta os velhos gemidos

Um a um de tristeza no escuro se fazem ouvir

Os dedos arrastam-se em dolorosos ais sumidos

A clave enrolasse sem alma para reagir

Subito silêncio surgem deles constragidos

Atormentados ao universo bradam a pedir

Uni-vos estrelas em ala na negra vastidão

Unam-se em arpões de fogo rasgando a imensidão

 

Fundem-se em erupção no firmamento a ecoar

Os dedos cravados nas teclas com violência

Nas cordas esticadas os martelos a castigar

Som repentino arrancado sem clemência

Movimentos endiabrados no teclado sem parar

Aumentam o compasso com extrema evidência

Ao som ensurdecedor o piano estremece

Estrondo clarão cai o pano e desaparece

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


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