Sábado, 29 de Setembro de 2007

Vem

 

Vem dá-me a tua mão

Vamos os dois juntos passear

Apreciar a doce sensação

Da areia fina ao caminhar

Degustar a fresquidão

Ao sentir a brisa do mar

Ver as ondas na praia a morrer

Ao soar do seu suave bater

 

Vem comigo meu amor

Nem que seja só neste momento

Ver o pôr do Sol na sua cor

Rubra de sentimento

Na água do mar sem pudor

Nu mergulhar tão lento

Ver no horizonte o sumir

deste astro Rei a partir

 

Vem ver a Lua envergonhada

Tímida junto das estrelas surgir

Iluminar teu rosto minha amada

Revelar teus lábios a sorrir

Sentires-te por ela enfeitiçada

Mostrar teus olhos a luzir

Na tua silhueta o alvo brilhar

Contornos de luz que me farão sonhar

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 

música: praia,pôr do sol,lua,paixão

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Quero(-Te)

Montanhas vales e oceanos percorri

Já não suporto a angustia deste viver

Regresso de longe para te ter

Não posso continuar mais sem ti

 

Consome-me de dor a solidão

Mata-me a crueldade da distância

A tristeza ecoa no meu coração

Castigado severamente por esta ânsia

 

É aqui contigo que quero estar

Porque te amo mais que à vida

Minha alma enferma consumida

Insistente clama pelo teu beijar

 

Quero-me aquecer no teu calor

No acordar pela manhã ser o primeiro

Saborear o doce gosto do teu sabor

Perfumar-me com o odor do teu cheiro

 

Quero-te meu amor perdidamente

Desejo teu corpo sensual aveludado

Sentir-me na tua pele colado

Loucos amarmo-nos intensamente

 

Em volúpia de paixão e prazer

Voar inconstante como as andorinhas

Quero em ti sentir-me a morrer

No teu ventre germinar sementes minhas .

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Asas De Fogo

Pequenas poças de tinta na paleta deixadas

De cores estranhas de diferente brilhar

Aguardam serenas frescas separadas

Que o sábio pincel as venha buscar

Na branca tela em traços realçadas

A mão engenhosa do mestre as irá colocar

Enfeitiçantes estas cores irão fazer

Uma imagem encantada na tela aparecer

 

Mergulha na tinta o pincel tonto de loucura

Surgem as figuras no centro da tela

O feitiço da tinta dá vida à pintura

Nos traços graciosos que o mestre pincela

Uma fina e transparente nuvem de água pura

Um pássaro de fuligem do pincel cai

De asas abertas inesperado livre vai

 

Voa pássaro negro luzente deliciado

Na fina nuvem branca em levitação

Asas de fogo rasgam em voo picado

As partículas de água em suspensão

Rodopia veloz o seu corpo delicado

Traça no espaço um rasto de clarão

Em anel de fogo que contorna a imagem

Pintada na tela a vertiginosa viagem

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Mulher Menina

 

Suave brisa das madrugadas

Que arrasta a alva neblina

Doce odor das pétalas molhadas

Em fragrância na água cristalina

Gotículas salpicam-na maravilhadas

O sensual corpo de mulher menina

Seu divino reflexo nas gotas matinais

Iluminado por raios de luz magistrais

 

Sensualidade beijada suavemente

O requintado afagar na macieza

São mornas carícias do sol nascente

Que vem deleitar-se na sua pureza

Brilham de encanto na manhã reluzente

As curvas perfeitas da sua beleza

Dóceis contornos esculpidos a cinzel

Que reflectem a frescura da sua pele

 

Nas gotas de água a espelhar

O formoso corpo na envolvência

Do exaltante perfume a emanar

Odor que provoca eloquência

Na fresca manhã a cintilar

A fugaz luz da sua existência

Soberba a feminina visão

Imagem que embebeda o coração

 

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 


Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

Sonhos De Menino

Acordado ou se dormia jamais saberei

Uma noite diferente obra do destino

Não sei a razão mas meus olhos fechei

Estranha visão tive era tão pequenino

No escuro nada via perdido fiquei

Seria eu Homem ou apenas menino

Deveras assustado olhei em redor

Tentando entender um pouco melhor

 

Uma luz branca surgiu e iluminou

Imensa forte cegava de tão brilhante

Dei voltas no ar meu corpo rodopiou

Num raio de luz intenso e deslumbrante

Sem que avisasse nesse instante parou

Deixou-me noutro mundo numa terra distante

À minha volta tudo luzia encadeava

Sem explicação a viajar eu estava

 

O meu velho cavalo de pau eu ia a montar

Ao lado de fortes cavaleiros eu seguia

Terras de mil cores nós ia-mos conquistar

Bosques castelos reinos de fantasia

Sem guerras batalhas nem sangue derramar

Numa terra alada de muita magia

Fui armado cavaleiro dos bons com certeza

E no final do sonho casei com a princesa

 

 

Editado por Barão Van Blogh .

 

 


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